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Como as algas surgem em lagos

Todos já vimos lindos tanques e lagos com a água verde devido a presença de algas e até já ouvimos que “é bom pois serve de alimento para os peixes” ou que as algas “oxigenam a água”.

Nada disso é verdade pois as algas possuem toxinas e ainda consomem o oxigênio da água devido à respiração noturna.

Algas são um grande problema e devem ser combatidas pois além do aspecto visual ruim causam mau cheiro, contaminam a flora e fauna locais, são motivo de alta mortandade de peixes pois competem com eles pelo consumo de oxigênio dissolvido na água e são agentes de proliferação de doenças contagiosas para pessoas e animais.

Esse problema não está limitado às zonas litorâneas nem apenas a locais de água doce e causam intoxicação alimentar por toxinas produzidas pelas algas que afetam grande parte da população que se alimenta de pescados contaminados.

Existem mais de 5000 espécies de fitoplâncton, no entanto apenas 6% são nocivas e menos de 2% produzem toxinas que ficam armazenadas no interior das células ou podem ser secretadas no meio-ambiente como forma de proteção contra competidores e predadores.

Mas de onde surgem as algas?

As algas surgem devido ao fenômeno de eutrofização que ocorre como consequência do aumento da quantidade de nutrientes no ambiente aquático por causas naturais ou como resultado da ação humana.

Sua presença provoca danos graves no ambiente aquático, tais como mortandade das espécies que ali vivem e proliferação de algas e cianobactérias, que podem produzir substâncias nocivas à saúde além de tornar a água imprestável para consumo e contaminar peixes e moluscos.

Quando a concentração das algas passa de 2 milhões de células por litro d’água, os animais marinhos tornam-se inadequados ao consumo ou ocorre a morte em massa devido ao acúmulo de toxinas.

No entanto esse fenômeno não está limitado apenas a locais com água doce, mas também no mar onde ocorre por outros fatores.

As condições hidrodinâmicas de uma região do mar influenciam na distribuição vertical e horizontal de elementos marinhos entre eles as algas cujas concentrações são controladas por movimentação de subida (bottom-up) influenciada por fatores abióticos, como salinidade, luz, concentrações de nitrogênio, fósforo, sílica, temperatura e matéria orgânica, dissolvida e particulada e descida (top-down) influenciadas pela presença de competidores ou predadores.

O que é eutrofização?

Em condições ambientais normais existe uma convivência equilibrada das cianobactérias com outros organismos aquáticos sem dominância entre as espécies. Eutrofização vem do grego eutrophos, que significa bem nutrido.

É um processo observado em vários corpos d’água devido ao aumento de nutrientes, principalmente o fósforo e o nitrogênio que servem de nutrientes e causam a proliferação de algas e cianobactérias, caracterizada pela formação de uma massa densa na superfície da água.

Como ocorre a eutrofização

Como todo ser vivo as algas também necessitam de nutrientes para crescerem e proliferarem e altas concentrações de nitrogênio e fósforo na água de lagos, represas, rios, açudes ou mesmo piscinas tornam esses ambientes um local ideal para a sua proliferação.

Existem dois tipos de processo de eutrofização o natural e o atrópico.

O processo natural é aquele que gera o surgimento de algas em grandes intervalos de tempo, em tese ocorrem sem interferência humana e são decorrentes de variações climáticas ou outros efeitos naturais.

O processo antrópico ocorre quando existe algum tipo de interferência humana e podem ser o simples fato de uma pessoa entrar numa piscina ao sair do mar, um animal doméstico que entra na piscina ou decorrente da descarga de despejo de esgotos domésticos e industriais, agrotóxicos não absorvidos pelas plantações e levados pelo escoamento da água de irrigação, dejetos de pecuária, excesso de alimentos em fazendas de piscicultura e carcinicultura, falta de circulação e de oxigenação da água

Todos esses fatores são motivos para a ocorrência de nitrogênio e fósforo acima de limites normais e com isso geram a proliferação de algas.

O esgotamento do oxigênio dissolvido

Com a proliferação e alta concentração de algas a água torna-se turva e impede a passagem de raios solares que seriam absorvidos pela flora do fundo; com isso as plantas não podem realizar fotossíntese, o nível de oxigênio dissolvido cai e causa a morte da fauna e flora na água.

Como a decomposição dos seres mortos também consome o oxigênio dissolvido na água sua concentração diminui ainda mais.

Quando a concentração de oxigênio dissolvido é tão baixa que não pode mais sustentar a flora e fauna dizemos que a o local chegou ao estado de anoxia.

Fonte: dreamstime

Os casos de contaminação por algas

É comum vermos os lagos mais próximos das zonas urbanas contaminados por algas principalmente devido ao despejo clandestino de esgoto de casas construídas ao redor dos lagos e represas como acontece em Belo Horizonte na lagoa da Pampulha, em São Paulo na represa Billings, no Rio de Janeiro entre outros tantos casos conhecidos.

Os problemas de saúde causados pela toxina das algas podem ser irritação da pele e dos olhos, problemas gastrointestinais, neurológicos ou renais, dificuldades respiratórias. Em casos extremos pode levar a morte de animais e seres humanos.

Diversos casos de contaminação já foram divulgados na mídia.

Entre dezembro e janeiro de 2019, as unidades de pronto atendimento de Santa Cruz e de Campo Grande no Rio de Janeiro, registraram, 1371 casos de diarreia, gastroenterite e vômitos.

Nesse período a água fornecida pela Cedae apresentava odor forte e a tonalidade escura em mais de 20 bairros do Rio e da Baixada fluminense decorrentes da presença de geosmina, uma substância produzida por algas, detectada pela Cedae em amostras de água coletadas na rede de abastecimento.

O mesmo problema ocorreu em 2018 em vários municípios do Rio Grande do Sul, entre eles Porto Alegre devido à presença de geosmina nas águas do lago Guaíba.

Ainda em 2018 a água de Campina Grande e de outras 18 cidades do Cariri na Paraíba também apresentou cheiro e sabor ruins.

Em 1996 mais de 60 pacientes de uma clínica de hemodiálise morreram em Caruaru, Pernambuco devido à presença de toxinas produzidas por algas cianofíceas no que ficou conhecido como a “tragedia da hemodiálise”.

Na represa de Guarapiranga, São Paulo, uma floração da cianobactéria Anabaena solitária, provocou forte cheiro de inseticida na água que chegava às casas em 2019 que pode ter causado um aumento nos casos de dermatites, diarreias e vômitos que ocorreu na população.

Na Lagoa da Barra, no Rio de Janeiro, uma floração de Synechocystis aquatilis f. salina causou mortandade de peixes. Proliferações de Microcystis aeruginosa em um lago na cidade paulista de Araras mataram pombos e, num lago do Jardim Zoológico de São Paulo, foram responsáveis pela morte de vários patos.

A fotossíntese

As algas necessitam de nutrientes para sobreviverem e proliferarem e para tanto realizam fotossíntese, indo até a superfície da água do local para transformar a luz solar em nutrientes.

Esse é movimento é devido à presença de bolsa de ar, “vacúolos”, no interior das algas que permitem as elas subirem até a superfície da água e depois descerem ficando nesse ciclo constante.

As algas são organismos uni ou pluricelulares, que na presença de nutrientes e luz, convertem a matéria orgânica em mais matéria e ao decompor o gás carbônico devolve o oxigênio ao meio. Vendo dessa maneira, a alga atua como qualquer planta que ao receber nutrientes e água se multiplica na capacidade que o ambiente a mantém.

No entanto, em ambientes ricos em nutrientes, sua multiplicação é muito mais rápida. Embora o processo ocorra de modo geral com todas as algas, aquelas que possuem pigmentos de Ficocianina e Ficoeritrina (caracterizadas pelas colorações azul, verde-oliva e vermelho) são as piores devido a carga de toxinas no interior de suas células.

Como saber se há proliferação de algas na água?

As algas alteram a cor da água e sua consistência podendo ficar em vários tons de verde, vermelho ou marrom entre outras e com material flutuante ou diluído. Sua presença também causa mau cheiro no local.

Fonte: dreamstime

Quantificações exatas podem ser feitas por sondas ambientais ou pela analise de amostras de água em laboratórios.

Formas de prevenção e combate de algas

Diversas formas de combate têm sido usadas, a maioria a base da aplicação de produtos químicos como cloro e floculantes e carvão ativado como material adsorvente.

No entanto, o uso de algicidas e outros produtos químicos no combate das algas pode levar ao rompimento das membranas e liberação das toxinas existentes dentro das células no meio ambiente. Seu uso é mais um problema do que uma solução.

O combate de algas na água destinada ao abastecimento é feito colocando-se algicidas, como sulfato de cobre pentahidratado há mais de 40 anos e há cerca de 20 anos o peróxido de hidrogênio é usado.

Esses produtos efetivamente combatem as algas, no entanto, tem graves efeitos ambientais quando aplicado em grandes quantidades, caso que ocorre há mais de 40 anos.

Quando o sulfato de cobre pentahidratado reage com a água gera resíduos de cobre que se acumulam no fundo dos reservatórios de forma altamente tóxica.

Apenas no reservatório Guarapiranga podem ser aplicadas cerca de 400 toneladas de sulfato em foram aplicadas quase 100 toneladas de cobre em um único ano.

Esses produtos são os mais usados pois à curto prazo o sulfato de cobre pentahidratado e o peróxido de hidrogênio são soluções baratas para o combate de algas mas que a longo prazo causam mais problemas do que soluções. Estima-se que nos últimos 40 anos apenas na represa de Guarapiranga tenha sido gasto cerca de 120 milhões de dólares.

O Controle da eutrofização

A eutrofização pode ser controlada de forma preventiva ou corretiva.

Na forma preventiva o fornecimento dos poluentes para o meio por uma fonte externa é diminuído, controlando o esgoto urbano, tratando os efluentes industriais e diminuindo o uso de agrotóxicos por exemplo.

A forma corretiva serve para tratar a água já contaminada do local. Em geral são usados diversos produtos químicos para reduzir a concentração de fosforo ou formas manuais como a retirada das algas da superfície da água.

Infelizmente esses meios são paliativos e em geral tem efeitos secundários adversos à flora e fauna locais além de um altíssimo custo.

Bem-vindo à era do Anti-Algas Ultrassônico.

O sistema Anti-Algas Ultrassônico é uma solução segura e econômica e tem se mostrado uma boa alternativa ao uso de algicidas no combate de algas pois não libera poluentes, funciona 24 horas por dia e é uma solução definitiva que não precisa ser reaplicada constantemente.

O sistema é composto por dois componentes, os transdutores de ultrassom que transmitem ondas de ultrassom em uma faixa de frequências apropriadas e um quadro gerador que gera as frequências e supervisiona a operação do sistema.

Os transdutores emitem ondas em faixas de frequências que variam de forma automática e aleatória que causam uma zona de interferência com o sistema de flutuabilidade das algas dificultado a sua subida até a superfície para realizar fotossíntese e gerar nutrientes.

Sem nutrientes as algas ficam desnutridas e morrem indo para o fundo do local onde as bactérias benéficas as decompões em nutrientes bom para a flora e fauna locais ou são removidas mecanicamente.

O sistema é instalado em lagos, rios, tanques e reservatórios usando boias especialmente projetadas para operar de forma segura e continua.

Além do uso no combate de algas o sistema é usado no combate e prevenção de cracas, incrustações em embarcações.

Esse sistema surgiu na Segunda Guerra Mundial quando se notou que os submarinos não tinham cracas nas áreas próximas aos sonares. A partir desse momento o sistema foi desenvolvido e se encontra em uso há várias décadas sendo totalmente inofensivo ao meio ambiente pois não libera poluentes nem radiação.

O sistema Anti-Cracas Ultrassônico é uma forma segura e econômica de combate e prevenção de incrustação de cracas, em especial se comparado com a pintura com tinta envenenada pois não tem desgaste, não libera poluentes, funciona 24 horas por dia e é uma solução definitiva que não precisa ser refeita todo ano.

Além do uso no combate de algas o sistema é usado no combate e prevenção de cracas, incrustações em embarcações.

Esse sistema surgiu na Segunda Guerra Mundial quando se notou que os submarinos não tinham cracas nas áreas próximas aos sonares. A partir desse momento o sistema foi desenvolvido e se encontra em uso há várias décadas sendo totalmente inofensivo ao meio ambiente pois não libera poluentes nem radiação.

O sistema Anti-Cracas Ultrassônico é uma forma segura e econômica de combate e prevenção de incrustação de cracas, em especial se comparado com a pintura com tinta envenenada pois não tem desgaste, não libera poluentes, funciona 24 horas por dia e é uma solução definitiva que não precisa ser refeita todo ano.

Esse sistema surgiu na Segunda Guerra Mundial quando se notou que os submarinos não tinham cracas nas áreas próximas aos sonares. A partir desse momento o sistema foi desenvolvido e se encontra em uso há várias décadas por comandantes que querem uma solução econômica e ecológica.

O sistema é composto por dois componentes, os transdutores de ultrassom que são colados na parte interna do casco abaixo da linha d’água e transmitem ondas de ultrassom em frequências que afastam as larvas de cracas e os micro-organismos que as alimentam e um quadro gerador que gera as frequências e supervisiona a operação do sistema.

Além do casco esse sistema protege a hélice, pés de galinha, leme, grelhas e tubulações de circulação de água, caixas de mar e tanques de lastro. O sistema é totalmente inofensivo ao meio ambiente pois não libera poluentes no mar nem emite qualquer tipo de radiação.

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