
A qualidade da água potável é avaliada pelos consumidores com base em três características fundamentais: sabor, odor e aparência. No cenário global, o aumento da salinidade da água doce emerge como um fator que impacta diretamente a qualidade da água. A tecnologia, avançando na detecção e tratamento de sabores, odores, células de algas/cianobactérias e toxinas, busca compreender a percepção sensorial dos consumidores.
Os Sólidos Dissolvidos Totais (SDT), medida do conteúdo mineral, desempenham um papel crucial na determinação do sabor da água para os consumidores. A faixa típica aceitável varia entre 100 e 350 mg/L SDT, sendo essencial considerar a variação individual na avaliação do sabor da água. Mudanças de aproximadamente 150 mg/L de SDT podem ser percebidas pelos consumidores, destacando a importância de manter um nível “agradável”. Além do SDT, íons específicos também contribuem para o paladar, podendo otimizar ou prejudicar a experiência sensorial.
A presença de odores químicos representa um desafio significativo para a qualidade da água potável em escala global. A China, por exemplo, enfrenta problemas de odores terrosos/mofo e pantanosos/sépticos em suas estações de tratamento de água. Estudos demonstram que a ocorrência de compostos odoríferos está presente tanto na água tratada quanto na não tratada, indicando a necessidade de abordagens eficazes para controlar odores indesejados.
A salinização da água doce, um fenômeno global, compromete a palatabilidade e a segurança da água potável. As mudanças nos fluxos dos rios, aumento do nível do mar, tempestades e outros fatores contribuem para esse problema. A salinização não apenas afeta o sabor da água, mas também tem impacto na diversidade de algas, cianobactérias e fitoplâncton, influenciando a produção de micróbios causadores de odor na aquicultura e na água.
O monitoramento biomolecular, utilizando técnicas como a reação em cadeia da polimerase (qPCR), oferece uma abordagem inovadora para quantificar cianotoxinas e cianobactérias produtoras de T&O. Esse método proporciona informações abrangentes sobre a presença desses organismos, auxiliando na gestão de riscos e na manutenção da qualidade da água potável.
As técnicas sensoriais, como a Análise do Perfil de Sabor (APS) e o Número Limite de Odor (NLO), ganham destaque na avaliação da água. No entanto, desafios persistem na detecção, identificação e quantificação de toxinas, odores e cianotoxinas. A criação de ferramentas analíticas no local, como biossensores olfativos, pode representar uma alternativa para melhorar a eficácia do monitoramento.
Desafios e oportunidades futuras incluem o aprimoramento das técnicas analíticas, a criação de ferramentas mais acessíveis para detecção de odores e a consideração das respostas emocionais dos consumidores para uma gestão mais eficiente das ocorrências de odores. A colaboração global e o compartilhamento de informações são fundamentais para enfrentar os desafios em curso relacionados à qualidade da água potável.
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