Fale agora pelo WhatsApp!

Casos de contaminação de pessoas por cianobactérias 

Casos de contaminação de pessoas por cianobactérias

Foto: CanStockphoto (cianobactérias)

É comum vermos os lagos mais próximos das zonas urbanas contaminados por algas (cianobactérias)  principalmente devido ao despejo clandestino de esgoto de casas construídas ao redor dos lagos e represas como acontece em Belo Horizonte na lagoa da Pampulha, em São Paulo na represa Billings e no Rio de Janeiro na Lagoa Rodrigo de Freitas entre outros tantos casos conhecidos.

Os problemas de saúde causados pela toxina das algas  (cianobactérias) podem ser desde irritação da pele e dos olhos, problemas gastrointestinais, neurológicos ou renais e dificuldades respiratórias e em casos extremos pode levar à morte de animais e seres humanos.

Diversos casos de contaminação por cianobactérias já foram divulgados na mídia.

Entre dezembro e janeiro de 2019, as unidades de pronto atendimento de Santa Cruz e de Campo Grande no Rio de Janeiro, registraram, 1371 casos de diarreia, gastroenterite e vômitos.

Nesse período a água fornecida pela Cedae apresentava odor forte e a tonalidade escura em mais de 20 bairros do Rio e da Baixada fluminense decorrentes da presença de geosmina, uma substância produzida por algas (cianobactérias), detectada pela Cedae em amostras de água coletadas na rede de abastecimento.

O mesmo problema ocorreu em 2018 em vários municípios do Rio Grande do Sul, entre eles Porto Alegre devido à presença de geosmina nas águas do lago Guaíba.

Ainda em 2018 a água de Campina Grande e de outras 18 cidades do Cariri na Paraíba também apresentou cheiro e sabor ruins.

Em 1996 mais de 60 pacientes de uma clínica de hemodiálise morreram em Caruaru, Pernambuco devido à presença de toxinas produzidas por algas cianofíceas no que ficou conhecido como a “tragédia da hemodiálise”.

Na represa de Guarapiranga, São Paulo, em 2019 uma floração de Anabaena solitária, provocou forte cheiro de inseticida na água que chegava às casas que pode ter causado um aumento nos casos de dermatites, diarreias e vômitos que ocorreu na população.

Na Lagoa da Barra, no Rio de Janeiro, uma floração de Synechocystis aquatilis f. salina causou mortandade de peixes. Proliferações de Microcystis aeruginosa em um lago na cidade paulista de Araras mataram pombos e, num lago do Jardim Zoológico de São Paulo, foram responsáveis pela morte de vários patos.

Como as algas geram nutrientes?

As algas necessitam de nutrientes para sobreviverem e proliferarem e para tanto realizam fotossíntese, indo até a superfície da água do local para transformar a luz solar em nutrientes.

Esse é movimento é devido à presença de bolsa de ar, “vacúolos”, no interior das algas que permitem as elas subirem até a superfície da água e depois descerem ficando nesse ciclo constante.

As algas são organismos uni ou pluricelulares, que na presença de nutrientes e luz, convertem a matéria orgânica em mais nutriente e ao decompor o gás carbônico devolve o oxigênio ao meio. Vendo dessa maneira, a alga atua como qualquer planta que ao receber nutrientes e água se multiplica na capacidade que o ambiente a mantém.

No entanto, em ambientes ricos em nutrientes, sua multiplicação é muito mais rápida e pode levar ao esgotamento de oxigênio dissolvido na água. Por esse motivo muitas vezes ocorre uma alta mortandade de peixes e camarões em tanques escavados e mesmo em rios e lagos.

Embora o processo ocorra de modo geral com todas as algas, aquelas que possuem pigmentos de Ficocianina e Ficoeritrina (caracterizadas pelas colorações azul, verde-oliva e vermelho) são as piores devido à alta carga de toxinas no interior de suas células.

Como saber se há proliferação de algas na água?

As algas alteram a cor da água e sua consistência podendo ficar em vários tons de verde, vermelho ou marrom entre outras e com material flutuante ou diluído. Sua presença também causa mau cheiro no local.

Quantificações exatas podem ser feitas por sondas ambientais ou pela análise de amostras de água em laboratórios.

Formas de prevenção e combate de algas

Diversas formas de combate têm sido usadas, a maioria a base da aplicação de produtos químicos como cloro e floculantes e carvão ativado como material adsorvente.

No entanto, o uso de algicidas e outros produtos químicos no combate das algas pode levar ao rompimento das membranas e liberação das toxinas existentes dentro das células no meio ambiente. Seu uso é mais um problema do que uma solução.

Há mais de 40 anos o combate de algas na água destinada ao abastecimento é feito colocando-se algicidas, como sulfato de cobre pentahidratado e há cerca de 20 anos o peróxido de hidrogênio é usado.

Esses produtos efetivamente combatem as algas, no entanto, tem graves efeitos ambientais quando aplicado em grandes quantidades. Quando o sulfato de cobre pentahidratado reage com a água gera resíduos de cobre que se acumulam no fundo dos reservatórios de forma altamente tóxica.

Esses produtos são os mais usados pois à curto prazo o sulfato de cobre pentahidratado e o peróxido de hidrogênio são soluções baratas para o combate de algas mas que a longo prazo causam mais problemas do que soluções.

Estima-se que nos últimos 40 anos apenas na represa de Guarapiranga tenha sido gasto cerca de 120 milhões de dólares.

O Controle da eutrofização

A eutrofização pode ser controlada de forma preventiva ou corretiva.

Na forma preventiva o fornecimento dos poluentes para o meio por uma fonte externa é diminuído, controlando o esgoto urbano, tratando os efluentes industriais e diminuindo o uso de agrotóxicos por exemplo.

A forma corretiva serve para tratar a água já contaminada do local. Em geral são usados diversos produtos químicos para reduzir a concentração de fosforo ou formas manuais como a retirada das algas da superfície da água.

Infelizmente esses meios são paliativos e em geral tem efeitos secundários adversos à flora e fauna locais além de um altíssimo custo.

Bem-vindo à era do Anti-Algas Ultrassônico.

O sistema Anti-Algas Ultrassônico é uma solução segura e econômica e tem se mostrado uma alternativa melhor do que o uso de algicidas no combate de algas pois não libera poluentes, funciona 24 horas por dia e é uma solução definitiva que não precisa ser reaplicada constantemente.

Algas desnutridas

O sistema é composto por dois componentes, os transdutores de ultrassom que transmitem ondas de ultrassom em uma faixa de frequências apropriadas e um quadro gerador que gera as frequências e supervisiona a operação do sistema.

Os transdutores emitem ondas em faixas de frequências que variam de forma automática e aleatória que causam uma zona de interferência com o sistema de flutuabilidade das algas dificultado a sua subida até a superfície para realizar fotossíntese e gerar nutrientes.

Sem nutrientes as algas ficam desnutridas e morrem indo para o fundo do local onde as bactérias benéficas as decompões em nutrientes bom para a flora e fauna locais ou são removidas mecanicamente.

O sistema é instalado em lagos, rios, tanques e reservatórios usando boias especialmente projetadas para operar de forma segura e continua.

Além do uso no combate de algas o sistema é usado no combate e prevenção de cracas, incrustações em embarcações.

Esse sistema surgiu na Segunda Guerra Mundial quando se notou que os submarinos não tinham cracas nas áreas próximas aos sonares. A partir desse momento o sistema foi desenvolvido e se encontra em uso há várias décadas sendo totalmente inofensivo ao meio ambiente pois não libera poluentes nem radiação.

O sistema Anti-Cracas Ultrassônico é uma forma segura e econômica de combate e prevenção de incrustação de cracas, em especial se comparado com a pintura com tinta envenenada pois não tem desgaste, não libera poluentes, funciona 24 horas por dia e é uma solução definitiva que não precisa ser refeita todo ano.

Em nossa próxima publicação vamos falar dos efeitos das algas e cianobactérias na criação de peixes e camarões.

 

Deixe sua opinião sobre essa matéria ou a sugestão de um assunto que você gostaria de ver discutido e compartilhe com seus amigos.

Obrigado!

Autor: Theodoros Megalomatidis, engenheiro civil, sócio da Seaodyssey Sistemas Ambientais / Anti-Algas por Ultrassom

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.
Você precisa concordar com os termos para prosseguir

4 × cinco =

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.